VTI 2009 – 11/2009
Viagem Técnica Internacional
Capacitação
“O CD da KarneKeijo,
no Recife/PE, é
uma adaptação do
que observei na VTI
aos Estados Unidos"
Inácio Miranda
superintendente do KarneKeijo
Com a evolução do atacado e da
indústria brasileiros, o foco das
Viagens Técnicas Internacionais
tende a buscar práticas para que
o atacadista ajude o pequeno varejo a se desenvolver. “O pequeno varejo no Brasil ainda deverá passar por mudanças, e temos de fazer algo para ajudar o canal nesse processo. Na ABAD, temos um curso de capacitação do pequeno e médio varejo, e vamos abrir outro no ano que vem, para capacitar o representante comercial autônomo (RCA)”, afirma o superintendente-executivo da ABAD, Oscar Attisano.
Por essa razão, o destino da VTI ABAD 2010 será novamente a Europa, com paradas na Itália e na Espanha, e terá o objetivo
de entender melhor essa relação entre o atacado e o varejo, uma vez que essas nações criaram protecionismo para que os pequenos e médios comerciantes possam se desenvolver.
As Viagens Técnicas mudaram o cenário do atacado nacional, pois foi por meio da experiência que empresários do trade perceberam que precisavam rever práticas para se manter vivos e fazer frente à concorrência. O vendedor que passa a atuar como consultor de vendas – uma vez que a reposição de estoque e o ato de tirar pedidos são automatizados na maioria dos países visitados – já é uma realidade lá fora, enquanto no Brasil caminha devagar rumo a essa nova realidade. “Na Europa e nos Estados Unidos, acabou a função do vendedor que tira pedidos, uma vez que o varejo está tecnologicamente conectado com o atacado. Há, sim, o consultor de vendas, que presta consultoria ao pequeno varejo. Em relação a isso, estamos muito atrasados, pois aqui esse profissional ainda é o principal elo entre o atacado e o cliente”, afirma Attisano.
Entre as empresas que mudaram a sua atuação no mercado está o Grupo KarneKeijo, de Pernambuco, que adaptou instalações e segmentou os negócios em food service e varejo. “O nosso centro de distribuição é uma adaptação do que vimos nos Estados Unidos.
Ajustamos a nossa logística, a área de vendas, e em 1997 segmentamos o grupo em food service e varejo”, diz o superintendente do Grupo KarneKeijo, Inácio Miranda. O executivo esteve na VTI com destino à Rússia e à Polônia, e já vê possibilidades de novas adaptações. “Vimos a cobrança de sacolinhas nesses países e vamos estudar a possibilidade de implementar. Também me interessou a loja cash & carry em que o cliente pega o produto frigorificado dentro da câmara. Não sei se dá para fazer essa adaptação em razão da umidade, mas vamos estudar”, afirma.
Veja a matéria completa clicando aqui. |